banda de rap-rock.blog com música underground,ativismo e senso crítico.

sexta-feira, julho 29, 2005

aos pés do Santa Marta.

deixa eu dar uma divulgação acerca de um evento que rolará amanhã também.
abraço forte,a Intifada apóia.
compareçam e forte abraço,
Flávio.



O Projeto aos "AOS PÉS DO SANTA MARTA" homenageia os 70 anos do Morro SantaMarta com uma grande festa:
15:00 h - Teatro Libertário "Os Saltimbancos", texto de Chico Buarque,adaptação de Sérgio Bardotti e Luiz Enriquez.
16:00 h - O GRUPO DE CHORO FILHOS DE MARTA
17:00 h - O ROCK DOS COYOTES e OPERAÇÃO 81
20:00 h - O FORRÓ SE RISCA PEGA FOGO
Intervalo com HIP-HOP E CAPOEIRA

Dia: 30/07/ 2005 apartir das 14:00 h
Local: BAR DO JORGINHO
Final da rua Osvaldo Seabra Pico do Santa Marta
GRÁTIS
Exposicao de fotografias
Exposicao de mosaicos ( Projeto Pedacinho de Cor)
Projecao de Filmes do TV Favela
Danca da Quadrilha Junina do ECO
Musicas Diversas com alunos do Projeto Radio ECO
Local: Pé da escada
Final da rua Mal. Francisco de MouraInf. 8115-6586 / 92897488
Apoio: Associação dos Moradores do Santa Marta
Projeto aos pés do Santa MartaGrupo eco
Inf. 8115-6586
http://filhosdemarta.blig.ig.com.brpierreavila@ig.com.br
"PROJETO AOS PÉS DO SANTA MARTA"
Do encontro dos artistas ao pé do morro Santa Marta, nasceu uma idéia.Pierre Ávila, Mauro Montezuma e Luis Claudio perceberam a carência dosmúsicos da comunidade em apresentar seus trabalhos musicais à própriacomunidade. Estas criações são tão ricas em ritmos e estilos diversos eintensos que representam, em cada nota, em cada frase, o cotidiano da vidalocal; a etnia alegre da população do morro.Com o Projeto estão tento a oportunidade de apresentar seus trabalhos noSanta Marta, aonde tem a admiração da comunidade.Desde já agradecemos o carinho a atenção e contamos com sua presença,
obrigado.
Pierre Avila.

show de domingo cancelado.

falaí,bonde.

o show de domingo,lá no Leblon, não vai roloar pq a casa vai entrar em obras.as informações que obtivemos é a de que em setembro reabre e lá tocaremos.
firme?
no mais,show amanhã em Caxias (Nova Campina).leia o post abaixo com detalhes ou manda emeio pro
aintifada@gmail.com

no mais,já dizia o baile funk,o negócio é babalú.
abraço forte,

Flávio.

sexta-feira, julho 22, 2005

shows...

olá,pessoal.

seguinte,vamos à agenda de shows,em ordem cronológica:

- dia 30 agora rola show lá em Caxias,mais precisamente em Nova Campina,bairro bom de lá.é perto do ponto final da Ilha.o endereço é Avenida A,16 e estaremos iniciando uma sessão de jam session com bandas que convidaremos posteriormente.bandas parceiras,uni-vos que firmaremos o terreno,se tudo der certo.
chegar lá é fácil:pegar a Rio-Petrópolis,cair na Automóvel Clube até a saída Nova Campina.primeira quadra à direita e primeira à esquerda,chegou no Ciep e o bar é ao lado.de graça.
mais informações eu coloco aqui depois.
- dia 31 tocaremos com a Blecaute na Cobal do Leblon,no Taberna.a partir das 19h. de graça.
- dia 7/8 é show no evento Rock na Praça,na praça da Dias da Cruz,lá no Méier (em frente ao Mc Donalds).e esse evento é o canal,organizado pelo bonde da Casa da Zorra,é rock bom ao ar livre.no dia 7,além da gente é show da Blecaute,Vórtice,Alice,Rocka0 e Bardos.a partir das 15h e de graça.

é isso.
em tempo:esse evento Rock na Praça começa a rolar nesse domingo agora,dia 24.bandas boas,vale dar conferida:T-18,Estado de Alerta,Morphina,Alcahol,Circuito Paralelo e M.A.U. são sagazes.eu, inclusive, vou fazer uma participação especial no show da M.A.U cantando uma música com os caras.
é chegar e curtir.de grátis.

segunda-feira, julho 11, 2005

invisível.

falaí.

ontem tava de bob em casa,após sessão de idéias boas com o coletivo da Intifada.músicas novas,covers novas e a mesma disposição.
antes de dormir entonces,revirei os canais da televisão e tive a grata surpresa de ver um trecho da entrevista do rapper MV Bill e do bom Luiz Eduardo Soares,no SBT.e um dos assuntos tocados,e já vi ambos trocarem essa idéia em outros locais,trata acerca da invisibilidade social do jovem da favela.
muita gente trata a opção do jovem pelo tráfico como algo referente à falta de caráter do moleque.não acho que seja dessa forma.o moleque vê,no caminho pro tráfico,três coisas muito importantes:uma identidade,um status e uma (mínima) perspectiva.o cara é invisível pro Estado,o único braço que o enxerga é a polícia.e garanto que não é com bons olhos.e não digo nem o moleque traficante.o pobre,preto,da favela é visto de forma discriminada,absurda,invisível.
ele deixa de ser quando entra pro tráfico,quando pega numa arma e aponta.e,pela primeira vez,causa um sentimento em alguém.que seja de medo,de ódio,pavor.mas não é mais invisível.e isso aliado à identidade (agora sou do Comando tal), ao status (o morro o olha de maneira diferente,ganha mulheres,poder) e uma perspectiva (mínima,mas é preferível viver pouco como um rei do que muito sendo "ninguém"),faz com que a chapa esquente fortemente.
sem contar com o nosso sistema de detenção,que faz de tudo com o garoto,menos re-socializá-lo.
forte abraço e abramos nossos olhos pra enxergar o invisível.

Flávio.

terça-feira, julho 05, 2005

f.ur.t.o

oi,bonde.

tá complicado de atualizar,minha vida não tá deixando muito.mas como diz um amigo meu:foda-se,tenho que parar de reclamar e o coletivo tem que funcionar.
músicas novas tão saindo e vamos entrar em estúdio para gravar mais outras.sigamos,vejamos e travemos contato.
em tempo:Yuka tá com banda nova,ganhei o cd de um grande amigo meu nesta sexta última e escuto incessantemente desde então.é um petardo,na minha opinião.as letras tão fodassas e a construção musical particularmente me lembra bastante o Asian Dub Foundation.o que me pesa contra é o vocal parecido com o do Falcão,do Rappa.mas o cara canta bem e o disco ainda tem participação do Mano Chao e Marisa Monte,entre outros.
aí vai uma amostra.é escuta imprescindível pra quem curte música ativista.e nos escute também.também somos ativistas.na humildade...
forte abraço,

Flávio.



todos debaixo do mesmo sombrero

Do Ai 5 ao 11 de Setembro chileno
Do Sendeiro Luminoso
Aos filhos encapuzados de Sandino
Depois de tantos planos tramados
Nas pastas de Kissinger
E em tantas fardas cegas
Que continuam a temer uma terra Afro-latina e Ameríndia
Tão sugada quanto resistente
Democracia sem dentes é o nosso presente
Fingindo não ter mais senhor
Vários generais exilados na velhice ainda sonham com o corpo daquela jovem que se foi por que não dedurou ninguém
Depois do sumiço dos meus ancestrais
Depois do sumiço dos meus pais
Aquelas utopias começam a ver sinais
Nos vemos nas ruas quase em tempo real
Ressuscitando fantasmas que pareciam ter virado fast-food globalizados
Tiros de festim ou uma lenda inesquecível de paixão
Depois do sumiço dos meus ancestrais
Depois do sumiço dos meus pais
A tão usada foto de Che ainda tem força pra sugerir que sempre é hora de sermos mais inteiros
Todos debaixo do mesmo sombrero.