banda de rap-rock.blog com música underground,ativismo e senso crítico.

segunda-feira, março 28, 2005

show show,dia 3/4.

falaí,bonde forte.

seguinte:domingão agora tem mais show da Intifada.
é no Bar Vitório, que fica lá no Shopping Città América, na Barra da Tijuca.vai ser a partir das 19h e rolará tb shows com as fodas bandas Blecaute e Limite K2.
já é então?
entrada grátis e couvert por 6 dinheiros.e nunca é demais lembrar:são 3 bandas boas por um preço de uma,meu Deus!quer maior pechincha que essa?
vai o serviço,again:

show com as bandas: Limite K2, Blecaute e Intifada.
onde: Bar Vitório, no Shopping Città América (fica no mesmo andar que o Hard Rock Cafe)
horário: 19h
quanto: $6, couvert.



venha curtir e gritar o refrão: nessa geografia!

Flávio.

sábado, março 26, 2005

é Páscoa,e...

gostaria de compartlhar meus Judas com vcs:

- Ariel Sharon

- Bush (it)

- Severino Cavalcante

- Cesar Maia

- Garotinho

- Serra

- a indústria fonográfica e a podre campanha contra a pirataria

- tudo e todo alienador

- líderes espirituais que se colocam contra o uso da camisinha

- Globo

- Gugú,Fausto e genéricos

- ...


sugira você também.


Flávio.

sábado, março 19, 2005

bom,mais shows.

falaí,rapaziada.

desculpa aí as não constantes atualizações,mas o mestrado tá comendo o meu couro e tô só na primeira semana desta joça.
deixa eu dizer,ou escrever,aqui as datas dos nossos próximos shows:

- dia 2/4 : show na cidade de Parati,no encontro do sindicato da Embrapa.(mas esse é fechado...)

- dia 17/4: show na Casa da Zorra, com Blecaute,Kabedal,Filhos da Nação e Freique (ingresso a 5 coins)

- dia 30/4: show no Garage, com Blecaute,SPTZ,Vórtice,Orion (agora é Ion+),Poleposition. (5 coins tb.)


e ainda tem um show que vai rolar dia 3 ou dia 10/4,na Barra.Assim que confirmar eu coloco aqui neste espaço.
em tempo:esse blog tem uns 3 meses e já rolaram quase 800 acessos.como banda independente,ficamos muito contentes quando amigos de batalha acessam e comentam,quando pessoas baixam nossas músicas (o link tá ali do lado), quando expressam opiniões a respeito (críticas são tão importantes quanto elogios) e nos ajudam a evoluir.
muito obrigado.

Flávio.

domingo, março 13, 2005

a Tati,o subúrbio...

olá,amigos.

em verdade,começo esse post sem muita idéia da forma da escrita,mas sim movido por coisas que vi e marcaram meu final de semana.
a mais emblemática foi na minha volta para casa de uma cerveja com amigos nesse sábado,onde parei pra comer um podrão no meu bairro (Higienópolis,subúrbio do Rio) e peguei um trecho da entrevista da Tati Quebra-Barraco no programa Altas Horas.
observemos o contexto desse programa.olhem a platéia.aquilo é representativo da sociedade?é, pode ser que seja,mas da classe média-alta paulista.e acho que nisso aí ninguém pode discordar.e o que mais fiquei encafifado foi como a Tati tava presa,tolida ali naquele meio,que obviamente a desconsiderava e via ali um ser "diferente" (pra ser bonzinho),tal qual observam num zoológico ou num freak show.e já fui em show dessa mulher,ela larga o prego geral.mas ali,ela tava travadaça.o apresentador só fortalecia mais aquela posição,ao fazer perguntas edificantes,como: "vc já bateu em alguém?"
mas calma aí,cumpádi:o que é representativo?quem é que representa,como diz a expressão comum no hip-hop?vamos trabalhar a questão,pra começo de conversa:qual é a do funk?o De Leve disse uma vez que o funk aqui no Rio é como o rap em Sampa.é manifestação cultural.e é sim.foi sim.pq foi e não é mais?outros quinhentos.
o funk é uma manifestação cultural da massa,oriundo do oprimido.da favela,do subúrbio.dizia a realidade de quem mora ali,de quem entende aquilo e se identifica.o próprio Rap da Felicidade é um exemplo disso.li um texto uma vez onde diz que o dominador,no entanto, tende a corromper a manifestação da massa,adquirindo e corrompendo-a.bons contratos,funk na Circus,nas grandes discotecas e nos grandes veículos de mídia.mas um funk diferente,mais "leve",sem essa "realidade feia".e é isso aí que tá agora e há um bom tempo atrás.o mesmo tentam fazer com o rap aqui no país.pq o dos gringos já tá assim há muito tempo e o que vocês consomem mostra isso:50 cent,carrões,mulheres gostosas,dinheiro...poucos são os que trabalham o rap underground.a Elza,o Marechal,o Parteum fazem parte desse universo underground e lutam com unhas e dentes.tamo junto.
mas voltando ao funk:a questão é essa.pode não se gostar de funk,já é padrão dizer isso.mas ele,o pagode (o das antigas), fazem parte desse universo que chamamos de manifestações culturais,que vêm da massa.eu considero o funk uma manifestação cultural,não obstante estar totalmente absorvido,onde não se aborda mais as questões com as quais eu me identificava.e hoje a mensagem passada segue outros interesses que os das antigas,onde o protesto era presente.
e a mulher lá no Altas Horas,sendo desconsiderada, por um bando de playboys alienados da realidade.que não sabem que o boné de tela que eles usam e que tá na moda,virou moda pq os negros do subúrbio americano não tinham dinheiro pra comprar os bonés caros e compravam esses no supermercado.resultado:os burgueses viram,adoraram,adotaram e hj compram um boné que custa 70,100 dinheiros e não sabem nem a origem.é legal,é da moda.
o que quero dizer,fazer aqui,é uma ode ao subúrbio.conheço gente que não tem idéia aonde eu moro,acha que é longe pra carai,que deve ser só favela (e se fosse não haveria problema nenhum),e olha que até um bairro bom,perto do todo.mas parece que tudo que vem daqui é sub-cultura,que existem zonas onde não há produção cultural.o que é isso?e não cito o funk aqui, mas o samba,o hip-hop (periferia paulista e de todo o país,de todos os países), o rock e muita coisa que a gente mete bronca e nem sabe a origem.
eu sou suburbano,a Intifada é suburbana,eu tenho muito orgulho disso.

Flávio.

quarta-feira, março 09, 2005


em ação. Posted by Hello

sexta-feira, março 04, 2005

sobre o nosso tempo.

olá,olá.

nos poucos momentos de tempo livre durante minha neurose de tentar prova pro mestrado,fiquei pensando bastante neste nosso esquema de nunca termos tempo para nada.não temos tempo para viver em plenitude,não temos tempo para amar (o próximo e/ou sua companheira(o),não temos tempo para digerir (ou regurgitar) as sensações que nos chegam.a gente só assimila,sente o impacto.e isso é nocivo.
então fiz letra,sobre o nosso tempo.

Flávio.



sobre o nosso tempo.

esta canção é sobre o nosso tempo
sem luta, sem busca, palavras são ao vento
eu tento, sempre atento
contra a maré, sem lenço e sem documento
me atento,caminho sedento ao firmamento
tudo é muito crú, não existe mais alento
esta canção é sobre o nosso tempo
um tempo onde não existe tempo

essa é sobre nosso tempo, sobre nosso tempo.

o tempo é escasso em tudo que faço
sempre é passado, eu sempre atordoado
cansaço me toma dentro da minha redoma
nada de importante nesse mundo vem à tona
só futilidade, obscenidades, nada é de verdade, só a falsidade
e só a idiotia funciona, a moda é foda, o bem é cafona
a voz não entona o suficiente,
você é + um cara decadente.
não, irmão! aceita o teu legado
temos que estar juntos pro conserto do errado
muda teus valores, olha pro teu povo
bem-vindo ao admirável mundo novo
futuro me pertence, o passado eu já perdi
é hora de mostrar o meu valor aqui.
em tempo de trevas, a luz é um lamento...
essa é sobre o nosso tempo

(é o tempo,onde não existe tempo) onde eu sigo e obedeço o condicionamento
(é o tempo,onde não existe tempo) atravanca e atravessa o desenvolvimento
(é o tempo,onde não existe tempo) uma só desculpa,muitos os lamentos
(é o tempo,onde não existe tempo) não existem olhos,nem o sentimento
(é o tempo,onde não existe tempo) não existem olhos,todos somos lentos
(é o tempo,onde não existe tempo) esse é mais um diário de um detento
(é o tempo,onde não existe tempo) parceiro,não prossiga no andamento
(é o tempo,onde não existe tempo) não desista,invista,siga contra o vento.

quinta-feira, março 03, 2005

+ show marcado.

mas esse é fechado.

após o Rage Against The Machine ter tocado na convenção do partido democrata americano,em 2000,a Intifada acaba de ser convidada para tocar no encontro do sindicato da EMBRAPA.essa espécie de convenção (na verdade o nome é plenária) vai rolar em Parati,no dia 2/4.
eu,particularmente,tenho mó vontade de tocar pra uma galera como essa.pena que o show vai ser restrito aos que tão nesse encontro,é uma das atividades culturais da parada.mas já vale e é bom.vários rocks,vários raps e já separei a minha blusa do MST.
de quebra,seremos forçados a curtir a cidade neste final de semana referido.
forte abraço,

Flávio.