banda de rap-rock.blog com música underground,ativismo e senso crítico.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

desserviço ao funk.

fala,bonde.

início de ano,mudança de idade e várias outras paradas fazem desse 2006 um ano que promete. enfim, sigamos e vejamos qual que é.
a humilde e sincera rapaziada que acompanha esse blog e a Intifada como um todo sabe qual é da minha relação com o funk, manifestação cultural que surge na favela carioca ao início de 80 e que pode-se fazer uma analogia quanto à gênese com o rap paulista. a parada foi cooptada de tal maneira pela elite (indústra fonográfica) que tira-se o protesto e coloca-se algo "inofensivo" (no caso do funk,falar sacanagem. no do rap, auto-afirmação. dá no mesmo), até pq não é "legal" playboy ouvir coisas desagradáveis sobre a realidade de quem é pobre.
então,fecho sério com a Tati e com o Catra,sem neurose nenhuma.seja a favela falando para a favela (proibidão) ou para o asfalto coisa que geral faz (funk "sensual"),não tenho propriedade pra fazer juízo de valor frente ao que nêgo canta.posso fazer outra parada,cantar outro esquema e sigo na que eu quero seguir.e ouço o que quero ouvir.e o funk tá enraizado forte em mim,até pq era isso que eu escutava,sou do subúrbio,favela.orgulhão.
agora,não dá pra vender o funk e chancelá-lo como ele tá hoje pq é assim mesmo.isso é simplificar ao máximo o movimento.e é exatamente isso que o Sou Feia Mas Tô na Moda faz.é funk na visão do playboy.tá de sacanagem com a minha cara.pode-se não concordar,mas não minimizar a parada pelo que ela é hoje,o funk representa muito pra muita gente, provavelmente não pra muitos que lêem esse blog.e ali no filme o título já diz a tônica: "os carinhas são pobrinhos,mas são legais".não se tem um discussão séria pra se saber o que levou o funk ao que é hoje,o importante é saber que ele vende,é o esquema do filme.
e vende,cumpádi.o Marlboro que o diga.


Flávio.